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  • Crescimento de canais ajuda atacadistas e distribuidores a ficarem acima do PIB

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    Em 2010, o mercado de consumo brasileiro cresceu 7% somando um montante de R$ 286,4 bilhões. De todos os canais de vendas que fazem parte dele dois tiveram um maior destaque e contribuíram para o desenvolvimento do setor atacadista distribuidor acima do PIB (Produto Interno Bruto Brasileiro): as lojas médias e os pontos de vendas de farmacosméticos.
    As lojas médias, de 500 metros quadrados a dois mil metros quadrados, tiveram um incremento real de 9,7% sobre o ano anterior. Enquanto isto, o canal de farmacosméticos cresceu 8,6% em valores reais.
    Estes dois canais de vendas representaram um montante de R$ 72,6 bilhões e R$ 11 bilhões, respectivamente, no mercado de consumo. De acordo com o levantamento da Nielsen, 40% das lojas médias se abastecem através do setor atacadista distribuidor. Enquanto isto, 67% dos estabelecimentos de farmacosméticos realizam suas compras através do segmento.
    “O crescimento se deu fora dos grandes centros urbanos e, principalmente, por causa das lojas de porte médio com mais intensidade. Não é que os demais modelos de vendas não cresceram, mas as de porte médio cresceram mais. O consumidor está buscando uma loja com maior sortimento, maior variedade e esta loja”, diz Olegário Araújo, diretor nacional de atendimento ao varejo da Nielsen.
    No caso de drogarias, o canal cresceu acima da média do mercado de consumo porque os shoppers passaram a adquirir mais produtos de higiene e de beleza neles. Uma das razões, apontadas pelos especialistas, é que com o aumento do poder aquisitivo da população em geral e com a melhoria da renda das classes sociais menos favorecidas houve uma maior freqüência de visitas nestes canais de vendas.
    “Esse é um novo canal de consumo, não só para fármacos, como para produtos de beleza. Os resultados desse canal estão atrelados ao crescimento do poder aquisitivo da população das classes mais baixas, que passaram a consumir esse tipo de produto”, afirma Carlos Eduardo Severini, presidente da ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores).
    (Fonte: www.sindiatacadista.com.br)

  • Faturamento do atacado sobe 8% e atinge R$ 151 bi no Brasil

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    O setor atacadista distribuidor teve aumento real de 8,2% (acima da inflação) no faturamento em 2010, chegando aos R$ 151,2 bilhões, segundo ranking da Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados), feito em parceria com a Nielsen. O levantamento foi realizado com 412 empresas do setor.
    De acordo com a associação, o resultado superou a expectativa feita no ano passado, de crescimento em torno de 6%. “Os dados demonstram que o segmento saiu da crise econômica mundial fortalecido: o aumento de 8,2% é o dobro do registrado em 2009″, diz em comunicado.
    Segundo a Abad, a participação do atacado nas vendas tem permanecido estável e acima dos 50% nos últimos seis anos. “Em 2010, correspondeu a 52,8% de tudo que foi distribuído no mercado mercearil do país e atendeu a mais de 1 milhão de pontos de venda”, aponta.
    “Nos últimos dez anos, tivemos um crescimento muito grande nessa participação e, agora, observa-se uma estabilização desse patamar. Isso é muito saudável, representa o equilíbrio da cadeia de abastecimento”, afirma Carlos Eduardo Severini, presidente da Abad.
    O ranking apontou ainda o crescimento do atacado regional. “O mercado do interior do país – especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste – ganhou impulso com o aumento da renda nas classes C, D e E e o consequente incremento no consumo, tanto em volume quanto em diversidade de produtos comprados”, aponta.
    Em paralelo, o pequeno e médio varejo, que atende grande parte da população, está crescendo. “Essas classes socioeconômicas se abastecem em pequenas lojas, no varejo de vizinhança, que por sua vez são atendidas pelos atacadistas e distribuidores”, diz Severini.
    (Fonte: www.folhaonline.com.br)